terça-feira, 8 de abril de 2008

ACRIAR, por Emanuel Messias

RELEASE ACRIAR
08.04.2009

01 – Amanhã, quarta-feira, dia 09 de abril, acontece na AABB(Associação Atlética do Banco do Brasil, na rua Paulino Fernandes, em Cataguases) mais uma reunião da Acriar, Associação dos Criadores de Arte e Produtores de Eventos Culturais e Entretenimento;

02 – Os artistas e produtores presentes estarão recebendo o anteprojeto doRegimento Interno da entidade para avaliar e apresentar emendas, propostas de exclusão ou inclusão de artigos. "Será dado início à discussão de um documento muito importante e que irá orientar todo o funcionamento da Acriar", afirma Vanderlei Pequeno, o Secretário Geral;.

03 – A reunião será aberta aos artistas que pretendem participar do quadro de associados. Todos poderão apresentar propostas de inclusão e exclusão de artigos e emendas no documento que será distribuído pela atual diretoria da Acriar.

04 - Novo encontro para discussão e aprovação do Regimento Interno ocorrerá no dia 23 de abril. Na ocasião, se não houver polêmica quanto às propostas de alteração apresentadas, nesse dia, será encaminhada também a votação por sua aprovação;.

04 – O encontro amanhã começa às 19 horas e não tem hora para terminar.

Mais informações: 8845.2242

domingo, 6 de abril de 2008

Professoras da Unesp e PUC-SP lançam o livro Recortes Machadianos

Por Nelson Ferreira Junior
A Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, foi palco, no início de junho, do lançamento do livro "Recortes Machadianos", elaborado pelas professoras Ana Salles Mariano e Maria Rosa Duarte de Oliveira. A obra reúne um conjunto de dez artigos de pesquisadores machadianos, todos professores da Unesp e da PUC-SP.
O título "Recortes Machadianos" foi inspirado na imagem da leitora, figura central da tela "A dama do livro" (Roberto Fontana, óleo s/ tela, 1882), em cujas mãos estão a tesoura e o livro. Esse quadro, segundo biógrafos (Lúcia Miguel Pereira; Raimundo Magalhães Jr.), foi presente de amigos a Machado de Assis que, em resposta, dedica a essa "dama do livro" o "Soneto Circular" (1895). Ambos, quadro e poema, são a porta de entrada da coletânea.
O princípio que norteou a organização dos ensaios foi a perspectiva do leitor e da leitura, desde um viés mais estrito como é o caso de Memórias Póstumas de Brás Cubas onde a grande figura é a do leitor-roedor, até a recepção da obra machadiana na França por meio da tradução, ou ainda o curioso aspecto de Machado de Assis leitor do realismo, especialmente o de Eça de Queiroz, por meio da crítica e da polêmica instaurada na imprensa (O Cruzeiro, Gazeta de Notícias, Revista Ilustrada) em torno do Primo Basílio.
Num sentido lato de leitura, que é aquele dos próprios ensaístas enquanto leitores especializados, há ensaios que fazem imprevistas aproximações entre a obra machadiana e a comunicação de massa, como, por exemplo, o que lê as crônicas de Balas de Estalo (Gazeta de Notícias, 1883-1886) no seu diálogo com a canção popular.
Unidade na diversidade é, portanto, a força condutora de Recortes machadianos, que, nesse sentido, retrata as fissuras da crítica na contemporaneidade.
Os autores dos artigos publicados são: Ismael Ângelo Cintra (Unesp S.J.R.Preto), Lea Mara Valezi Staut (Unesp Assis), Silvia Maria Azevedo (Unesp Assis), Beatriz Berrini, Maria Aparecida Junqueira, Maria José Palo, Maria Rosa Duarte de Oliveira, Vera Bastazin e Walter Garcia.
Livro: Recortes MachadianosOrganizadoras: Ana Salles Mariano e Maria Rosa Duarte de OliveiraEditora: EDUC (Editora da PUC)- FAPESPPreço: R$ 44 (353 págs.)
Mais informaçõesMenezes Comunicação - (11) 3815-1243 ou 9983-5946Contato: Letânia ou Cássia

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Escola de Música Lila Carneiro Gonçalves por Maria Aída Barroso

Nos dias 22 e 23 de abril, a Escola de Música Lila Carneiro Gonçalves realizará uma Masterclass de Canto, com o Barítono Luiz Kleber Queiroz.

Informações pelo telefone: 3421-2506 ou
e-mail: emlilacg@gmail.com


Release:
Luiz Kleber Queiroz, graduou-se em canto pela Escola de Música da UFRJ, e cursou a formação de atores da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Vem trabalhando há alguns anos com importantes maestros e diretores, como: Karl Martin, Ira Levin, Marcelo Fagerlande, Roberto Duarte, Ernani Aguiar, Maria Aida Barroso, Rodrigo Toffolo, José Rua, José Possi Neto, Ignácio de Nonno, Dudu Sandroni, Carlos Augusto Nazareth e André Góes, entre outros.Como solista atuou, em Obras como: DOM PASQUALE, VIVA LA MAMMA e O ELIXIR DO AMOR de G. Donizetti, LA CENERENTOLA de G. Rossini, La Bohème de G. Puccini, a Ópera dos Três Vinténs de Kurt Weil, L'Orfeo e VESPRO DELLA BEATA VERGINE de C. Monteverdi, Bodas de Fígaro e A Flauta Mágica de W. A. Mozart, L'Enfant Prodigue de Claude Debussy, I CAPULETI E I MONTECCHI de Vicenzo Bellini, LA PURPURA DE LA ROSA de Torrejón y Velasco, ABUL de Alberto Nepomuceno, VÉSPERAS DE NOSSA SENHORA e MISSA DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTRA do Padre José Maurício Nunes Garcia. Participou dos Projetos ÓPERA NO BOLSO da Prefeitura do Rio de Janeiro, Piccola Ópera e Ópera do meio-dia, ambos no teatro Municipal, cantando óperas e realizando concertos.Além de suas atividades como solista, é integrante do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, faz parte dos grupos Bene+Dictus sob direção de Dom Félix Ferrat, Quarteto Colonial, sob direção de Maria Aida Barroso, e integrou o Coro Sinfônico do Rio de Janeiro, sob direção de Júlio Moretzohn e o grupo Daedalus especializado em música antiga - com o qual gravou o CD "MÚSICA MEDIEVAL".Na mostra competitiva da XIV BIENAL DE MÚSICA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA interpretou a peça SOBRE O INFINITO, de Alexandre Schubert, vencedora da categoria Música Cênica. Como ator trabalhou em LA SERVA PADRONA de Pergolesi, Romeu e Julieta de William Shakespeare, Ambulâncias na Contramão de Marcio Viana e O Menino detrás das nuvens de Carlos Augusto Nazareth, pela qual ganhou prêmio de melhor ator coadjuvante no xviii Festival Nacional de Teatro de São José do Rio Preto / SP.

Exposição no Eva Nil com Ricardo Paiva

Ricardo Paiva em:
"As Cores de um povo", uma Exposição no Eva Nil a partir de 15/04 - com noite de lançamento às 20h.

AS CORES DE UM POVO

Vivendo em um mundo tão moderno e com grandes avanços tecnológicos não é difícil perceber o quanto temos evoluído em vários setores de nossa vida. Por outro lado, sutilmente, paralelo a essa evolução da era moderna, traços culturais importantes, que marcaram e marcam nossas vidas, vem desaparecendo.
Pensando nisso surgiu em mim, a idéia de criar uma exposição que despertasse nas pessoas o interesse pela cultura popular e naqueles que ainda possuem esse espírito fazer com que não o percam.
Através de minhas pinceladas faço um resgate do tempo em que as crianças brincavam na calçada, as escolas de samba encantavam com suas cores, tempo em que as pessoas se aglomeravam para ver as Folias de Reis, Mineiro Pau, o Boi Bumbá “onde estarás?”. Inúmeros exemplos de culturas que com a alegria das cores, a ginga do samba, ensinam e encantam nosso povo.
Acredito e sei que o progresso é fundamental, porém, tenho uma preocupação em reforçar minha tese de que o fundamental é não perder de vista estes tesouros culturais.
Que essa exposição possa, então, cumprir esse objetivo de não deixar cair no esquecimento nossa rica cultura, a cultura do inspirado povo brasileiro. (Texto Ricardo paiva)

RICARDO VIEIRA DE PAIVA

- Iniciou-se nas artes plásticas em 1990 com o professor Adir Resende;
- Trabalhou com cerâmica e a técnica de pintura a frio em 1992 com Aquiles Branco;
- Trabalhou como carnavalesco em várias escolas de samba de Cataguases e região, tendo até uma pequena passagem pela Portela do Rio de Janeiro;
- Trabalhou como instrutor de Artes e Ofícios pela prefeitura e pelo Instituto Francisca de Souza Peixoto;
- Trabalhou com o grupo G.P.to Teatro de Bonecos durante 04 anos tendo até representado o Brasil em 2004 no Festival Internacional de Bonecos, em Belo Horizonte;
- Foi aluno de Gustavo Noronha e Paulinho Polika ambos integrantes do Giramundo, um dos maiores grupos de teatro de bonecos da América Latina;
- Fez trabalhos de cenografia em diversas peças teatrais;
- Atualmente é coordenador do Projeto Integração Papel Marchê do Instituto Francisca de Souza Peixoto.

Folclore e Arte

Biblioteca Temática “Virgínio Rios”

O folclorista, escultor primitivista e floricultor Virgínio Rios fez uma doação de seu acervo para o Instituto. O acervo, em processo de catalogação, conta com revistas e livros sobre arte, cultura popular e folclore. O acervo já está disponível para pesquisas e, assim que concluída a catalogação, poderão ser feitos empréstimos das publicações.
Virgínio da Costa Rios tem 70 anos e é natural do Distrito do Glória em Catguases, onde reside. Fez seus primeiros estudos na Fazenda Rochedo e desde criança se interessou pelo Folclore. Uma criança que aos 10 anos já lia Camões, Virgínio destaca a importância do resgate e preservação do folclore no país e informa que Minas é maior celeiro de folclore no Brasil. Define o folclore como cultura, arte popular, a ciência do povo, a arte sem invenção. Segundo o folclorista, a manifestação folclórica não tem autor e é tudo o que fica, pois o que é folclórico não é passageiro. “O folclore foi fundamentado no Brasil pelos portugueses, índios e africanos”, diz.
Recentemente, junto com a equipe de Mônica Botelho, Virgínio fez uma pesquisa de campo sobre o folclore na Zona da Mata com o intuito de mapeá-lo e resgatá-lo. Fez parte do grupo, o antropólogo, residente em Leopoldina, Osvaldo Geovanini. Da pesquisa, surgiu uma publicação que pode ser encontrada nos centros culturais da cidade e na Biblioteca “Virgínio Rios”, mantida pelo Instituto.
Nota...
Mas falar do Sr. Virgínio, tem que lembrar da Dona Tereza, aquela Senhorinha linda, simpática e de café gostoso rs. É da esposa do escultor que estou dizendo... Conhecer a casa, a tranquilidade, as flores e conversar um pouco foi tudo de bom.

Cataguases 130 anos por Glória Maria Guieiro de Resende

Da aristocracia do café ao modernismo dos industriais

Os primeiros registros históricos do que viria a ser a cidade de Cataguases remontam ao lugarejo conhecido, no início do século XIX, como Porto dos Diamantes. Neste período, a decadência da mineração não havia logrado refrear a ouri sacra fames de toda sorte de aventureiros, que vagavam pelas Minas Gerais em busca de novos garimpos. A lavra do equivalente à meia pataca de ouro, no curso do rio que cortava o vilarejo, deu-lhe o novo nome. Pataca era uma antiga moeda de prata, que valia 320 réis.Em outubro de 1851, o povoado torna-se a freguesia, menor unidade administrativa na tradição jurídica luso-brasileira, de Santa Rita da Meia Pataca. Em 1854, a pequena freguesia é incorporada ao município de Leopoldina.Nesta época, estabeleceu-se no local onde hoje se encontra o Distrito da Glória, o Major Joaquim Vieira da Silva Pinto. Na fazenda de 3.000 alqueires, em honra de Nossa Senhora da Glória, tem a cidade de Cataguases seu berço. Major Vieira fez a freguesia do Maia Pataca a vila de Cataguases pela Lei Provincial nº 2.180, de 25 de novembro de 1875.O nome Cataguases foi sugerido pelo Coronel José Vieira de Resende, filho do Major, em homenagem ao rio que banhava a fazenda onde nascera, na cidade de Prados. A instalação do município, presidida pelo Cel. Vieira, deu-se em 07 de setembro de 1877.A nova configuração política, a florescência do café e a estrada de ferro produziram em Cataguases uma Era de Ouro. A aristocracia rural, educada no prestigioso Caraça, trazia de Ouro Preto e do Rio de Janeiro as últimas novidades, os hábitos cultos, o francês, os livros e as luzes.A imprensa desenvolveu-se, o cinema nacional muito deve a Humberto Mauro, assim como o modernismo à Revista Verde, publicação de jovens cataguasenses entusiasmados com as novas idéias. A aristocracia rural deu lugar aos industriais e banqueiros. No início do século XX, foram criadas a Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina e a Companhia Fiação e Tecelagem de Cataguases, adquirida em 1911 pelo visionário Manoel Ignácio Peixoto. A dedicação destes grandes empreendedores tornou a cidade rural em um vigoroso centro industrial e cultural.Jan Zack, Djanira, Marcier, Portinari, Pedrosa, Bolonha, Niemeyer, uma geração inteira de artistas deixaram sua marca em Cataguases, fruto do mecenato industrial que colocaria a cidade no farol do modernismo.A cidade é hoje, 130 anos após sua fundação, uma das mais importantes aglomerações urbanas da Zona da Mata mineira. Industrial, rica e cosmopolita, embora lamentavelmente desigual, Cataguases promete exercer, no século XXI, o mesmo destaque que já exercera ao longo de sua história.
Artigo publicado na Revista Chica de outubro 2007

Biografia do amigo Afonso Vieira

Afonso Vieira

Biografia
Em 1963 atua em Cataguases com o cantor e compositor Sérgio Ricardo e a grande Silvinha Telles – expoentes da Bossa Nova e, profissionalizando-se no Rio de Janeiro (baterista e compositor), participa de shows em teatros e casas noturnas. Funda o conjunto “Brasil Quarenta Graus”, gravando o seu primeiro disco como líder.Apresenta-se com os principais intérpretes da música brasileira por todo o País. Entra definitivamente no mercado profissional, trabalhando nas TVs Globo, Excelsior, Tupi – no Rio de Janeiro, e Record – em São Paulo.Destaca-se em vários shows e festivais da música popular brasileira no eixo Rio - São Paulo, ao lado da cantora Elza Soares, tocando e organizando o roteiro nas produções dos eventos e atua com grandes músicos: Juarez Araújo, Dom Salvador, Zito Righi, Tranka, Waldir Calmon, Ed Lincoln, Manuel da Conceição, Paulo Moura, Wagner Tiso, Novelli, Celinho, Helvius Vilela, Raul de Souza, Raul Mascarenhas, Manuel Gusmão,J T Meireles e tantos mais ...Em 1969 viaja para a Europa com Elza Soares, apresentando-se em vários países. Participa da 1ª transmissão ao vivo, via satélite, direto do Cassino Estoril, em Lisboa, para a TV brasileira, em programa dirigido por Maurício Sherman e apresentado por Flávio Cavalcanti.Grava com Elza na RCA de Roma.Trabalha com o compositor Chico Buarque de Hollanda em várias cidades italianas e grava o LP, agora também em CD – disponível no Brasil, “Per um Pugno di Samba”, com Chico e Ennio Morricone (RCA).Apresenta-se com um quarteto, solo, e com Astrud Gilberto no Festival Internacional das TVs Européias – Eurovisão – realizado na Alemanha, sendo aclamado pela crítica.Nesse período trabalhou com o saxofonista Gato Barbieri, participando da trilha sonora, com arranjos de Oliver Nelson, do filme “O Último Tango em Paris”, de Bernardo Bertolucci, também registrado em disco pela United Artists, agora também em CD.Mantém contrato fixo, durante um ano, com a Orquestra da RAI – TV, em Roma, dirigida pelo maestro Simonetti. Apresenta-se com a cantora Alcione e o percussionista Paulinho da Costa, em Roma e outras cidades italianas. Participa com o trio da noite de encerramento do Pescara Jazz Festival ao lado da fantástica Ella Fitzgerald, um grande sucesso de público e crítica e é nome certo em todos os festivais internacionais de jazz na Itália. É um dos organizadores do famoso Encontro de Música e Teatro, na cidade de San’Arcangelo di Romagna, onde ganhou o prêmio Sant’Arcangelo. Faz inúmeros concertos com Tony Scott, famoso clarinetista/jazz. Em Roma, ganha o prêmio David de Donatello. É convidado especial fixo de vários programas da televisão italiana. Em Torino, criou para a TV, juntamente com o maestro Enrico Simonetti, um programa especial sobre a música brasileira e suas origens. Com o “The Brass Samba Sextet”, uma formação que foi subitamente notada pelo empresário norte-americano Joe Napoli, Stallion, de Nova York, que agenciava os melhores músicos de jazz e apresenta-se em todos os festivais de jazz da Europa. Excursiona com o violonista e compositor Baden Powell pela Europa, gravando um disco em homenagem a Vinícius de Moraes. Conhece o grande poeta e músico Léo Ferrè, gravando o último disco desse expoente da cultura francesa, para o qual criou um solo rítmico na música-poema, título do LP, “La Violence et la Ennuie”, agora também em CD.. O “Afonso Vieira Trio”grava alguns programas na TVE e na TV-Bandeirantes e participa de um festival de jazz no Espírito Santo. Retorna a Cataguases para trabalhar com gestão cultural no Instituto Francisca de Souza Peixoto. Cria o projeto Couro de Gato para aulas de bateria e percussão e o projeto Musiqualidade para aulas de violão e guitarra, forma a Escola e Banda de Música Rogério Teixeira .

Discografia
1967 Com Elza Soares (Brasil 40º + Orquestra) – ODEON – RIO (4LPs) - Bob Fleming (Quarteto) – MUSIDISC – RIO1968 - Brasil 40º (Quinteto) – CODIL – RIO1969- Com Elza Soares – EMI – ITÁLIA1970- Per um Pugno di Samba / Chico Buarque & Ennio Morricone1972- Balanço (Quarteto) – HORO - ITÁLIAPianoforti – com ENRICO SIMONETTI e ORQUESTRA- Último Tango em Paris – UNITED ARTIST1973- Sud – EMI – ITÁLIA Com MARIO SCHIANO , MASSIMO URBANI(saxes) - Amico Flauto – RCA Com GINO MARINACCI- 1974- Maracanã (Trio) – HORO - ITÁLIA- Le Streghe – EMI – ITÁLIA Com MARINA FIORENTINI (voz), ENRICO RAVA (piston), - La Violence et L’Ennuie (Leo Ferré) – RCA - PARIS1975- Agueira – HORO RECORDS-Sal Nístico (sax tenor) – Quinteto – HORO RECORDS- Casinha Branca – LP Duplo – HORO RECORDS1976- Tony Scott (clarinete) – TOWN HALL – NEW YORK- Jac’s Anthlology (coletânea de jazz) – HORO RECORDS-Steve Grossman– HORO RECORDS- Baden Powell – Adeus, Poeta – FONIT – CETRA - ITÁLIA1977- Manaus – Euromusikal (Trio)- Archie Shepp (Mariamar) – HORO RECORDS- Archie Shepp (Body and Soul) – HORO RECORDS1978- George Adams (Suíte for Singers) – HORO RECORDS- Dannie Richmond Septet – HORO RECORDSMesma formação do disco anterior (Grupo CHARLES MINGUS)1996/97- Retrato do Rio - AVVENIMENT1999- Carioca de Gema – Elza Soares – GRAVADORA ELDORADO2005-Daniela Aragão –Face A Sueli Costa /FaceA Cacaso - FUNALFA

quinta-feira, 27 de março de 2008

A árvore que virou Livro por Ricardo Quinteiro de Mattos

Já estava acostumado com minha existência numa mata cercada de frondosas e variadas árvores e plantas. Não podia imaginar que meu destino mudaria de forma tão surpreendente. Eu sempre soube que a floresta era envolvida por uma certa magia, corria com o vento Histórias de fenômenos que ultrapassam o limite da natureza. Falam de flores que foram transformadas em perfume, de seivas transformadas em cosméticos, de folhas transformadas em chá, frutos transformados em doces e sucos e raízes em remédios. Que horror! Tudo isso me assustava um pouco. Ah! achava que era só lenda. Que força seria mais poderosa que a natureza? Ela que me balança com sua brisa, que me rega com a chuva, me aquece com o calor do sol, me alimenta com o sal da terra e ainda proporciona um espetáculo musical, composto de coral de pássaros e uma orquestra de insetos e outros amiguinhos. Até mesmo a pintada ao se ecoar em meu tronco, acariciava-me com seu pêlo macio.
Mas numa certa manhã, enquanto os primeiros raios do sol douravam nossas copas, um barulho estrondoso e desconhecido ecoou pela mata. Além dele nada mais se ouvia, nem um ser vivo se
movia. De repente senti uma dor terrível, como se rasgassem minhas entranhas, seguida de uma tontura, senti perder meus sentidos, fui caindo e desfalecendo lentamente. A última coisa que me lembro desta agressão foi minha queda com um violento impacto no chão envolvido por de muita folha seca que esvoaçava com o deslocamento do ar. Passei um longo tempo como se stivesse num limbo, estava hibernando. As sementes são assim, caem das árvores e ficam no chão por um longo tempo para quebrar a dormência, até a casca dura soltar-se para finalmente brotar. Juro, pensei que tinha virado um caroço! Para minha surpresa a magia que por tantas vezes me arrepiara, transformava-me num objeto útil. Ufa! Que alívio senti, quando pude ver a claridade de novo. Alguém terminava de me desembrulhar e fui colocado no alto de uma estante. Ah!, nas alturas de novo. Procurei as nuvens e não achei, aliás, não vi nada que lembrasse o meu lugar. Fiquei espremido, sentindo-me compactado. Já desesperado, diante do sobrenatural, num texto ao meu lado estava escrito: “Relaxe e seja bem-vindo ao mundo da leitura. Agora você é um livro”. Assim pude perceber que a magia na verdade não é uma lenda. Ela existe de uma forma ou de outra e pode até ter outros nomes, tanto que como um milagre renasci para outra vida. O tempo foi passando, agora de forma diferente, a cada dia me sentia mais orgulhoso do meu novo papel. He! He! He!.Gostou do trocadilho? Já aceitava a transformação e compreendia que livro e árvore são importantes e que a existência de um não inviabiliza a do outro. Fui aprendendo e ensinando, entendi que não existe idade para conhecer as palavras. Ao contrário, as novas, junto de palavras já conhecidas, revelam-se,
além de aflorar a curiosidade. Elas assim se desvendam: no verão pululam, no outono desnudam-se, no inverno cristalizam-se e na primavera colorem-se. Ao ler meu conteúdo, todos sentem algum tipo de emoção. Nós, livros – como oráculos – contamos a História da humanidade, preparamos para o desconhecido, levamos crianças a tirar boas notas, pessoas a viajar pelo mundo real e imaginário, geramos satisfação e prestígio. Nós eternizamos a palavra! A única coisa que entristece é ver que as pessoas não lêem só por serem analfabetas ou ou porque alguém que se dispõe a escrever não consegue reproduzir, publicar e editar sua forma de ver o mundo. O melhor de tudo é que, como livro, pude sentir em mim o verdadeiro espírito da floresta. E que se manifesta : quando me folheiam, aí sinto o frescor da brisa, quando me levam ao parque, sinto o calor do sol, quando sou levado à escola, ouço a sinfonia das crianças, ao ser lido no jardim, sinto o cheiro de terra. Enfim, sinto que ainda estou vivo.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Sarau... enviado por Emanuel Messias

É isso aí.
... 26º SARAU
Será nesta próxima Sexta Feira, a partir das 21 horas
LOCAL: Shopping da Estação
Centro da Cidade
MPB de Primeira Qualidade
Música, Teatro, Poesia e Mágica.
Venha fazer parte desta festa.
ENTRADA FRANCA, pela portaria do lado da Praça da Catarina.

Grupo Aero e Pequeno

segunda-feira, 24 de março de 2008

Patrimônio Histórico, por Paulo Alonso

Podemos dizer que patrimônio histórico é tudo aquilo que diz respeito à nossa história, faz parte de nós, das nossas memórias e, principalmente, que diz quem somos. Dessa forma, podem fazer parte do patrimônio histórico as casas, edifícios, praças, jardins, monumentos, o calçamento das ruas, as esculturas, as festas religiosas e folclóricas, o modo de fazer uma comida ou bebida, alguma música, enfim, todas as coisas que a comunidade tem orgulho na cidade, no estado ou no país ou, até mesmo, no mundo. Ao longo do tempo, o termo patrimônio histórico foi dando lugar ao termo patrimônio cultural como forma de abranger mais coisas. Temos também o patrimônio natural – serras, cachoeiras, rios, matas etc.Para garantir a preservação do patrimônio cultural e natural foi criado um instrumento legal chamado tombamento. O tombamento não significa a perda de propriedade do bem ou da coisa tombada e nem implica no “congelamento” dela. O bem tombado pode ser vendido, comprado ou alugado, mas as modificações físicas somente podem ser realizadas mediante autorização prévia e acompanhamento técnico do órgão competente. O tombamento existe nas instâncias municipal, estadual e/ou federal, dependendo da escala de valor das coisas tombadas.Cataguases possui tombamento nacional e municipal. São edificações de grande valor na história, nas artes e na arquitetura brasileira. Podemos citar, como exemplo, algumas construídas no final do século XIX e início do século XX": a Prefeitura, a estação ferroviária, o Instituto Francisca de Souza Peixoto (antiga Fábrica de Fiação e Tecelagem), a chácara D. Catarina, o Museu de Eletricidade e muitas outras. E, depois da década de 1940, temos as de importância artística do movimento chamado modernista: o Colégio Cataguases, o Hotel Cataguases, o Cine Teatro Edgard, o edifício A Nacional, a Praça Rui Barbosa, as vilas operárias do bairro Jardim, muitas residências particulares e outras construções. O prédio do Instituto Francisca de Souza Peixoto, por exemplo, conta a história da industrialização em Cataguases. Foi a primeira indústria da cidade e sua arquitetura está relacionada à mesma que se fez na Inglaterra do período da Revolução Industrial. Neste sentido, preservar e cuidar do patrimônio cultural e natural é cuidar de nossa identidade, de nossa memória e de nossa afetividade. É cuidar de nós mesmos!


Paulo Henrique Alonso - arquiteto urbanista
Editorial da Revista Chica
Ano IX. Número 1. Setembro / Outubro 2007

Quem sou eu

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Felicidade - Alegria - Prosperidade - Fé - Otimismo - Harmonia - Paz - Amor - Qualidade de Vida :) Casada com Thiago, mãe do Rafael, sou MONIQUE COSTA GARDINGO LACERDA mgardingo@gmail.com FORMAÇÃO ACADÊMICA: Graduação em Comunicação Social - Jornalismo. Pós-graduações lato-sensu: 1.Administração e Marketing. Gestão Estratégica, 2.Comunicação, Marketing e RH;

Um com Deus!

Deus está aqui... tão certo como o ar que eu respiro, tão certo como o amanhã que se levanta... tão certo como eu te falo e podes me ouvir!